segunda-feira, 25 de agosto de 2008

incerto seria se eu realmente soubesse o que é certo. .. feeling-meaning

domingo, 24 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Há dois tipos de perguntas. Uma que precisa ser respondida e outra precisa ser vivida. Há perguntas práticas e perguntas existenciais. Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade. Perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas... O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje. Vive-se muito pela metade ultimamente. Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade. Assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem. Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. Faço a partir do que sou. Não, o contrário. Tenho encontrado muita gente perdida no muito fazer. Gente que perdeu totalmente o referencial existencial de suas vidas. Gente que se empenhou e investiu na vida só para um dia poder fazer alguma coisa. Estudou, lutou, aprofundou, com o desejo de um dia poder desempenhar uma função. É claro que o fazer também realiza, faz feliz, mas não podemos negar que há uma realidade que precede o mundo da prática. O significado que sou No silêncio do coração, há um lugar que não sabe fazer nada. É lá que nos descobrimos em nosso primeiro significado. É ele também o nosso lado mais sedutor. É ele que faz com que as pessoas se apaixonem por nós. É justamente por isso que ele tem que ser bem descoberto, de maneira que, quando façamos o que quer que seja, tudo o que fizermos tenha as marcas do que somos. É simples. Medicina muita gente faz, mas é no exercício da profissão que cada pessoa se mostra em sua intimidade mais profunda. Aí mora a diferença. Muitos Fazem a mesma faculdade, mas se encontram de maneira diferente com o conhecimento que recebem. Realizo tudo a partir de minha particularidade. Sou único, ainda que imitado por muitos. Eis a questão Essas coisas me fazem pensar na beleza e na responsabilidade que essa diferença nos traz. Ela nos coloca diante da vida como um acontecimento que merece ser sorvido com toda a intensidade do nosso coração. Agir é um desdobramento do meu ser. Eu sou, antes de fazer qualquer coisa. Há em mim uma realidade que me faz significar, mesmo que um dia eu fique totalmente incapacitado de realizar qualquer ação. Eu sou, mesmo na incapacidade dos movimentos e na impossibilidade dos gestos. Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. Vivemos na era da utilidade, onde tudo tem que estar conectado a uma função prática, onde o fazer prevalece sobre o ser. O que você faz na vida? Esta é a pergunta. O que você é na vida? Continua sendo a pergunta. Mas a primeira é mais fácil responder. Dizer o que se faz não dá tanto trabalho quanto dizer o que se é. O que se faz é simples de se dizer e as palavras nos ajudam, mas dizer o que se é, não é tão simples assim, e por vezes, as palavras nem sempre nos socorrem. Sou muito mais do que posso dizer sobre mim mesmo. Você também. Por isso não gostaria que nossa conversa terminasse com uma pergunta pragmática, dessas que se escutam em todas as esquinas que costumamos freqüentar. Opto por uma pergunta que não espera por resposta imediata, tão pouco pelo desconcerto da fala. Só lhe peço que honestamente debruce-se sobre ela: Quem é você?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Estupidez.

me contentar com o que tenho, e mesmo assim tentar reajir sempre com um sorriso singelo de canto de boca, mesmo que seja pouco demais, reajo! O dificil é sempre me pegar pensando na minha estupidez de esperar o que sempre quero ouvir.. estupido, as coisas não são bem assim!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

mas a verdade é que eu mereço mais que o seu silêncio e esse ar de quem está sempre muito ocupada. já chega, dizemos pra nós mesmos, e nos agarramos na certeza que só um parcial idiota ou completo inexperiente estaria perfeitamente de acordo em fazer qualquer coisa como essa, umaoutratentativa. cansados dessa mesmice de sempre, desse mal estar todo e desse cheiro de cigarro empregnado em nossas roupas e cabelos.
é, estamos fudidos e mal pagos, frustrados até as pontas dos pés, cheios de romances malacamados e verdades indigestas. eu não tenho medo de nada, mas não posso. não posso compreender uma porção de coisas, ninguém se esquiva, inclusive eu. ninguém me sustenta, inclusive eu, volta e meia é o escambau, são voltas longínquas e intermináveis dentro do peito.
lá vamos nós a correr de braços abertos em sentimentos
tosco&ventre
você não veio ao mundo pra ser pedra, menina..

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Triste dos que esperam dentro de si uma resposta, porque lá só há espera.

É estranho como os dias de hoje amadurecem rápido. Andar a noite parece tão perigoso e é preciso dormir cedo pra acordar e seguir em frente, mesmo que não sinta vontade, mesmo que não sinta aquela coisa que chamam de impulso vital. Ninguém perguntará coisa alguma, acredito. O que se passa por dentro se egana fácil por fora, por isso fica cada vez mais prazeroso olhar para o teto procurando apenas o branco das estrelas. Esses dias cansei os olhos ao procurar algo que nunca tive, nunca perdi, mas queria achar. Ainda quero, não é tão simples assim desistir de uma jornada absurda, pois veja, algo está fora do lugar e pelo incrível que pareça, eu sinto. As vezes esse negócio mexe e eu fico todo aflito, achando que com um pouco mais de concentração e determinação conseguirei domá-lo. Balela, estou longe da marcha final. Minhas crises são eternas, mas eu aguento a maré. Nasci pra auto-flagelação, esse negócio pode virar minhas vísceras e vomitar minhas entranhas que eu aguento. Aguento porque sou forte, comi minha própria placenta.