quarta-feira, 28 de maio de 2008

Se depositasse sobre tudo o que és somente apenas alguns pedaços de recordações. O teu quarto seu refugio, quartel general de luzes que esbarram em amores, guarde teu eu imerso. Trafico de componentes do peito humano, nessa empresa de rotina, engrenagens de um sistema que mutila sua própria genitora sem mais indagações, não perdoam jogos com peteca. Por de trás da linha que a fumaça estende, esconde teus medos, sua vida jogada em cima de pilares que não sustentam nem a si próprio. Deixe tua adaga, que há um tempo incalculável, carregas junto ao seu coração, costas curvadas, por Deus homem, não precisa carregar nas costas teu coração. Um novo feto, em algum lugar inóspito, num canto qualquer, de um mundo qualquer, vem nova vida que nos culpara por só ter deixado as sobras do que foi um planeta inteiro. Maio já quase se foi entre quatro meses de nostalgias inevitáveis, alegrias naturais, no martírio de dias, nem tempo, nem nada, mas nada é por acaso, ou será na medida em que a dose é calculada, assim talvez escape gotas a mais que o cerebro necessita. Tua caneta bic empoeirada, tuas canecas de café manchadas de preto, chinelos remendados não agüentam território maior, alem de sua caverna embriagada de insônia. Tua idade necessita de uma roupa que te deixe melhor, como os velhos e suas canetas caras em um dos bolsos. Precisas avançar mais rápido que o crescimento das unhas, dos dedos amarelos pela planta que respira paz. Nutrirei todos os dias, dos dias todos do resto de um ciclo, o verde da esperança que renasce a cada nova flor que vinga.

Nada que fizeres vai impedir que seus lábios ressequem.

Queria eu estar vivendo em decadas passadas, aqueles dias, Deus como seria bom. O coração bombeia o sangue que circula pelos canos em meu corpo, ainda estou vivo, isso é fato, andei brigando com o espelho, mas sou o mesmo ainda. Aqui não tem personagens, nem dramalhão mexicano com um grande final. Cigarros queimam, enchem ate a boca de carência o cinzeiro manchado de preto, olhos vazios esperando a lua entrar pelo buraco, de onde a janela se escondia, Lá, do outro lado, existem garrafas de carência que tomaremos até esgota-los, lá do outro lado..

domingo, 18 de maio de 2008

Este relógio nunca pareceu tão vivo!

Deixo a televisão ligada por que talvez acredite que afaste os maus pensamentos, ou até mesmo não me prives esta solidão, tenho andado tão sozinho que os vinte anos de vida exibem marcas em meu rosto, não se resumem somente a cicatrizes superficiais, o homem de agora, ou o garoto de tempos atras, os barulhos de corrente, torrencial poderá ser a chuva que vai cair, mas este coração que já não bate e nem apanha, a esse ultimo resta o consolo em goles de conhaque, por que a noite as coisas mudam de lugar..

sábado, 17 de maio de 2008

Talvez mais um tradicional extremista..

Escrevo hoje por que tenho sede, não estou buscando nada mais do que preencher as lacunas onde só habitam vários pontos de interrogação, sinto o tremor e os clarões.Vejo de cima minha alma a sinalizar imperdoavelmente o alerta, mas já, tarde demais,coração a oscilar notavelmente. O café esta negro, tão puro, forte e lindo, como aquela mulata que um dia no pilão numa senzala esmagou em muitas poesias passadas.Minha velha pretensão de ter o que amo, agora simplesmente, não se faz pretensão, apenas o coração batendo por paixão. Caiu cedo demais alguns orgulhos quaisquer, que deviam junto aos cabelos, cair somente após alguns muitos anos. Longe do meu lado cultivo o sofrimento herdado de outras vidas, não me vejo com filhos ou criando gado,praticando algum esporte raramente talvez. Sim, algumas esperanças desse homem se perdem, mas torna a se cruzar novamente na próxima esquina, que torno a pensar nela. Fica amor sempre e em tudo...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Era daquelas garotas em quem o sorriso se acendia, o pensamento se encendiava sem mais motivos, era, se como, tentasse entender porque o dia é dia, porque a noite é noite, mas não, apenas era, apenas, aquilo que expectativas crivava em busca apenas de uma vaga em seu mundo, preenchia o coração e todas outras lacunas que de amor precisava até aquele momento e em todos os outros que viriam. Mas como daquelas garotas, isso esta no plural, e ela é unica..

terça-feira, 13 de maio de 2008

existem várias colocações...
que assiste pessoalmente.. que está no lugar em que se fala.. que está à vista.. actual.. actualidade.. pessoa que está ou esteve presente..
cada hora que passa, cada minuto e a cada segundo penso mais..