quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dilacerante esta melodia onde me refugio lânguida perturbante, numa calma de morte anunciada. O Sol encobre o luar do meu rosto em pranto as minhas mãos cheias do vazio que invento para me reencontrar nessa fuga de mim, sem destino, sem voce. É quase Agosto das tardes escaldante sem esplendor vibrantes numa dor por partilhar. Há segredos que não se cabem em nós de tão grandes que são. Os sonhos de Verão ser perseguidos até à exaustão? Há dias que viajo.
E não sei se regresso.
Não sei de nada, mais nada. Fecho os olhos.
Aspiro o ar fresco de uma manhã tardia.
Irei por onde a musica me levar. Lentamente esqueço a cor daquele olhar. Aguardo a noite em reflexos de lume azul assim.
o beijo prometido com o sabor da cereja proibido, suspenso o gesto do adeus que não sei.

Na real, no meu ver, pensava que só sentia isso quem queria, e na verdade não é bem assim!