sábado, 26 de julho de 2008

O que faz doer nem sempre tem causa aparente, dor é um acontecimento sem datas. Prolonga-se no tempo e contraria todas as regras dos argumentos, eu não sei o que dói. Eu não sei quando começou doer. O que sei é que a dor é a identificação mais profunda da condição humana. Dela é que nasce a expressão do cuidado. A dor sinaliza que algo precisa ser curado, que algo carece de presença, olhar atento e esforço redobrado. Dores são diversas. São físicas, emocionais, psíquicas. Dores de toda hora, de vez em quando, ao cair da tarde, com o chegar das primeiras estrelas ou com os primeiros raios de sol. Dores não conhecem o tempo. Chegam quando querem. Elas se acomodam nos cantos da alma, nos centros das carnes e ficam. Os que já sofreram muitas dores aprenderam a lidar com elas...Elas amadurecem.Eu experimento a dor à distância. Experimento a dor que tem sido somente minha, Dores criam esquinas inesperadas.Acho que sofro por não saber. Acho que sofro por saber o que não quero saber.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dilacerante esta melodia onde me refugio lânguida perturbante, numa calma de morte anunciada. O Sol encobre o luar do meu rosto em pranto as minhas mãos cheias do vazio que invento para me reencontrar nessa fuga de mim, sem destino, sem voce. É quase Agosto das tardes escaldante sem esplendor vibrantes numa dor por partilhar. Há segredos que não se cabem em nós de tão grandes que são. Os sonhos de Verão ser perseguidos até à exaustão? Há dias que viajo.
E não sei se regresso.
Não sei de nada, mais nada. Fecho os olhos.
Aspiro o ar fresco de uma manhã tardia.
Irei por onde a musica me levar. Lentamente esqueço a cor daquele olhar. Aguardo a noite em reflexos de lume azul assim.
o beijo prometido com o sabor da cereja proibido, suspenso o gesto do adeus que não sei.

Na real, no meu ver, pensava que só sentia isso quem queria, e na verdade não é bem assim!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

É preciso olhar pras pessoas e enxergar Além do óbvio... Além de uma roupa... Além da cor.... Além do tamanho da conta bancária.... Além de um rótulo.... E enxergar também que não é nada disso que faz de alguém uma pessoa especial.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Encontrei abrigo no som desse piano que toca no radio. Radio radio, não me deixes sozinho. És o único a me acompanhar uma prosa. Sim me golpearam ao longo dos anos. Mas ficou amor, na vaga, no silêncio e no frio..