segunda-feira, 25 de agosto de 2008

incerto seria se eu realmente soubesse o que é certo. .. feeling-meaning

domingo, 24 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Há dois tipos de perguntas. Uma que precisa ser respondida e outra precisa ser vivida. Há perguntas práticas e perguntas existenciais. Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade. Perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas... O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje. Vive-se muito pela metade ultimamente. Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade. Assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem. Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. Faço a partir do que sou. Não, o contrário. Tenho encontrado muita gente perdida no muito fazer. Gente que perdeu totalmente o referencial existencial de suas vidas. Gente que se empenhou e investiu na vida só para um dia poder fazer alguma coisa. Estudou, lutou, aprofundou, com o desejo de um dia poder desempenhar uma função. É claro que o fazer também realiza, faz feliz, mas não podemos negar que há uma realidade que precede o mundo da prática. O significado que sou No silêncio do coração, há um lugar que não sabe fazer nada. É lá que nos descobrimos em nosso primeiro significado. É ele também o nosso lado mais sedutor. É ele que faz com que as pessoas se apaixonem por nós. É justamente por isso que ele tem que ser bem descoberto, de maneira que, quando façamos o que quer que seja, tudo o que fizermos tenha as marcas do que somos. É simples. Medicina muita gente faz, mas é no exercício da profissão que cada pessoa se mostra em sua intimidade mais profunda. Aí mora a diferença. Muitos Fazem a mesma faculdade, mas se encontram de maneira diferente com o conhecimento que recebem. Realizo tudo a partir de minha particularidade. Sou único, ainda que imitado por muitos. Eis a questão Essas coisas me fazem pensar na beleza e na responsabilidade que essa diferença nos traz. Ela nos coloca diante da vida como um acontecimento que merece ser sorvido com toda a intensidade do nosso coração. Agir é um desdobramento do meu ser. Eu sou, antes de fazer qualquer coisa. Há em mim uma realidade que me faz significar, mesmo que um dia eu fique totalmente incapacitado de realizar qualquer ação. Eu sou, mesmo na incapacidade dos movimentos e na impossibilidade dos gestos. Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. Vivemos na era da utilidade, onde tudo tem que estar conectado a uma função prática, onde o fazer prevalece sobre o ser. O que você faz na vida? Esta é a pergunta. O que você é na vida? Continua sendo a pergunta. Mas a primeira é mais fácil responder. Dizer o que se faz não dá tanto trabalho quanto dizer o que se é. O que se faz é simples de se dizer e as palavras nos ajudam, mas dizer o que se é, não é tão simples assim, e por vezes, as palavras nem sempre nos socorrem. Sou muito mais do que posso dizer sobre mim mesmo. Você também. Por isso não gostaria que nossa conversa terminasse com uma pergunta pragmática, dessas que se escutam em todas as esquinas que costumamos freqüentar. Opto por uma pergunta que não espera por resposta imediata, tão pouco pelo desconcerto da fala. Só lhe peço que honestamente debruce-se sobre ela: Quem é você?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Estupidez.

me contentar com o que tenho, e mesmo assim tentar reajir sempre com um sorriso singelo de canto de boca, mesmo que seja pouco demais, reajo! O dificil é sempre me pegar pensando na minha estupidez de esperar o que sempre quero ouvir.. estupido, as coisas não são bem assim!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

mas a verdade é que eu mereço mais que o seu silêncio e esse ar de quem está sempre muito ocupada. já chega, dizemos pra nós mesmos, e nos agarramos na certeza que só um parcial idiota ou completo inexperiente estaria perfeitamente de acordo em fazer qualquer coisa como essa, umaoutratentativa. cansados dessa mesmice de sempre, desse mal estar todo e desse cheiro de cigarro empregnado em nossas roupas e cabelos.
é, estamos fudidos e mal pagos, frustrados até as pontas dos pés, cheios de romances malacamados e verdades indigestas. eu não tenho medo de nada, mas não posso. não posso compreender uma porção de coisas, ninguém se esquiva, inclusive eu. ninguém me sustenta, inclusive eu, volta e meia é o escambau, são voltas longínquas e intermináveis dentro do peito.
lá vamos nós a correr de braços abertos em sentimentos
tosco&ventre
você não veio ao mundo pra ser pedra, menina..

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Triste dos que esperam dentro de si uma resposta, porque lá só há espera.

É estranho como os dias de hoje amadurecem rápido. Andar a noite parece tão perigoso e é preciso dormir cedo pra acordar e seguir em frente, mesmo que não sinta vontade, mesmo que não sinta aquela coisa que chamam de impulso vital. Ninguém perguntará coisa alguma, acredito. O que se passa por dentro se egana fácil por fora, por isso fica cada vez mais prazeroso olhar para o teto procurando apenas o branco das estrelas. Esses dias cansei os olhos ao procurar algo que nunca tive, nunca perdi, mas queria achar. Ainda quero, não é tão simples assim desistir de uma jornada absurda, pois veja, algo está fora do lugar e pelo incrível que pareça, eu sinto. As vezes esse negócio mexe e eu fico todo aflito, achando que com um pouco mais de concentração e determinação conseguirei domá-lo. Balela, estou longe da marcha final. Minhas crises são eternas, mas eu aguento a maré. Nasci pra auto-flagelação, esse negócio pode virar minhas vísceras e vomitar minhas entranhas que eu aguento. Aguento porque sou forte, comi minha própria placenta.

sábado, 26 de julho de 2008

O que faz doer nem sempre tem causa aparente, dor é um acontecimento sem datas. Prolonga-se no tempo e contraria todas as regras dos argumentos, eu não sei o que dói. Eu não sei quando começou doer. O que sei é que a dor é a identificação mais profunda da condição humana. Dela é que nasce a expressão do cuidado. A dor sinaliza que algo precisa ser curado, que algo carece de presença, olhar atento e esforço redobrado. Dores são diversas. São físicas, emocionais, psíquicas. Dores de toda hora, de vez em quando, ao cair da tarde, com o chegar das primeiras estrelas ou com os primeiros raios de sol. Dores não conhecem o tempo. Chegam quando querem. Elas se acomodam nos cantos da alma, nos centros das carnes e ficam. Os que já sofreram muitas dores aprenderam a lidar com elas...Elas amadurecem.Eu experimento a dor à distância. Experimento a dor que tem sido somente minha, Dores criam esquinas inesperadas.Acho que sofro por não saber. Acho que sofro por saber o que não quero saber.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dilacerante esta melodia onde me refugio lânguida perturbante, numa calma de morte anunciada. O Sol encobre o luar do meu rosto em pranto as minhas mãos cheias do vazio que invento para me reencontrar nessa fuga de mim, sem destino, sem voce. É quase Agosto das tardes escaldante sem esplendor vibrantes numa dor por partilhar. Há segredos que não se cabem em nós de tão grandes que são. Os sonhos de Verão ser perseguidos até à exaustão? Há dias que viajo.
E não sei se regresso.
Não sei de nada, mais nada. Fecho os olhos.
Aspiro o ar fresco de uma manhã tardia.
Irei por onde a musica me levar. Lentamente esqueço a cor daquele olhar. Aguardo a noite em reflexos de lume azul assim.
o beijo prometido com o sabor da cereja proibido, suspenso o gesto do adeus que não sei.

Na real, no meu ver, pensava que só sentia isso quem queria, e na verdade não é bem assim!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

É preciso olhar pras pessoas e enxergar Além do óbvio... Além de uma roupa... Além da cor.... Além do tamanho da conta bancária.... Além de um rótulo.... E enxergar também que não é nada disso que faz de alguém uma pessoa especial.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Encontrei abrigo no som desse piano que toca no radio. Radio radio, não me deixes sozinho. És o único a me acompanhar uma prosa. Sim me golpearam ao longo dos anos. Mas ficou amor, na vaga, no silêncio e no frio..

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Em um discurso amargo direi: - Aqui jaz o velho romântico, que fique ao menos do velho com tudo que sempre sentiu, sempre foi o mesmo, e foi só, simplesmente e covardemente só. Algumas vezes em palavras retóricas, nesse presente nublado, muitas vezes sem mais ou quase sempre.. Mas quando penso que não é mais possivel sentir saudades, o dia amanhace e a saudade aumentou. No rosto agora aquele sorriso que nunca irá compreender. Deixo no silêncio de encontro ao mais profundo, tudo isso que sou..

terça-feira, 24 de junho de 2008

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo.
Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.
Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito, só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.
Ando pensando no poder das palavras.
Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto.Não desista também.Há mais beleza em construir que destruir.Repito, só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo.. Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe a beleza que possui por dentro que nem sempre você à revela. O que te salva não é o que os outros andam achando... mas é o que Deus sabe a teu respeito..

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Só e sincero..

Deixo pra ti, cada pedaço meu, e todas as partes que pelo caminho caiu, deixo tambem.Deixo meu corpo, meu sexo, meus pensamentos e todo meu amor te deixo tambem. Eu te amo só por amar, somente, só e sincero.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Prosa com Deus

Deus, sinto falta de algo que nunca tive,
Do beijo do abraço que nunca senti,
Falta da presença,
Falta do lindo rosto,
Face bela que minhas mãos nunca acariciou,
Agora me pergunto senhor, porque?
Pensamentos levam aonde não posso estar,
Onde minhas mãos não podem alcançar,
Nem o pés, até a ela caminhar,
Deus, peço a tí que de mim tire toda dor,
Em prévio aviso senhor..

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sim, é preciso de alguns dias de calma, mas no fundo chegou até aqui e me ferrou.. Sua capacidade é feroz, dominou todo sentimento. Sou o mesmo ainda, no mesmo velho quarto com pouca luz, o mesmo velho tenis rebentado em meus pés. Se minha roupa furada e minha sinceridade em não medir o que penso te incomoda, troque de calçada, no final só o amor salva, e o garoto deprimido que se apega facil demais, na verdade só ama. Abra sua mente e feche a cortina. Amo, e acho que tenho que deixar com o tempo o resto. Só alguns dias estranhos, em que o conhaque ajuda em goles crueis amenisar a solidão do buraco que você deixou aberto em mim. Se tenho que me desculpar por te amar e querer bem, sinto muito, não pedirei desculpa. Vou selar o meu cavalo e dizer adeus. mais um cigarro, apenas...enquanto espero que volte.

domingo, 15 de junho de 2008

15 de junho, 2008

'Nada pessoal.. Busco alguma ternura ainda acesa nos teus lábios que se lacraram para os meus. Sinto deixar amor, aonde recusas aceitar que coração, forte, rápido, ainda pulsa. Peço uma noite, um dia, alguns minutos pra acreditar, ter certeza que queres algo que venha de mim, Não sinto em amar o que não entendo, só procuro poder ainda amar, mesmo sem ter, ainda amo.Aquilo que incompreensível se faz, sei que ainda devo ficar aqui, por você, por tudo que é amor.Seus braços, mãos, pele, calor, tudo que preciso e nesse meu mundo ficou distante por ser tudo o que poucos têm coragem de ser.Sei que no fundo só quer viver, mas de nada vale sem ter o que ama.Normalmente corações se partem sem nem ao mesmo toca-lo senhor... mil perdões. O sal do mundo, pra essa noite que vem, chorando bem baixinho, pra nem eu, nem Deus ouvir.Eu não nego o que você marcou e me apego ao que você deixou..

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Uma breve historia..

Nada pessoal, só algumas coisas coincidem, como pra qualquer um, também pode coincidir..enfim =/ Uma breve história..
Cigarros queimam, enchem até a boca de carência o cinzeiro manchado de preto, olhos vazios esperando a lua entrar pelo buraco, de onde a janela se escondia. Lá do outro lado existem garrafas de carência que tomaremos até esgotar toda solidão. Sua infância havia sido regada de afeto, compreensão, nunca lhe faltara nenhum tipo de amor, em nenhuma ocasião fora vilipendiado por alguém do seu circulo de convivência, exceto que, lhe faltara amor a si mesmo, isso já bastava para, mesmo que internamente seja zombado, humilhado secretamente por um eu repulsivo, sem sentido no que buscava, mas não, não compreendias, sua beleza era incontestável, garoto visivelmente sem direção, atrás de corpos quentes, cigarros incógnitos (aliviava no cigarro qualquer dor), sem lua, sem estrelas, luzes amarelas e vermelhas na sua cabeça, a tua beleza incondicional não o protegeu da estupidez humana. Quilômetros a frente da fonte da vida, seu irmão mais novo cantava, se completava sem precisar nada mais que uma boa canção pra satisfazer e encher sua bolha de vida. Até o dia que teria contado com a imagem escura da morte pela primeira vez, era amor, sem prévio aviso. Os dias contavam passos, as noites contavam dias, e os passos, por sua vez, desviavam-se do destino, cidade do interior, mas não, não pequena, até grande em seus limites territoriais, mas desfalcada de cultura e otimismo para aqueles que a cabeça já havia sido aumentada por novas idéias. Nas entrelinhas de um poema qualquer, o poeta pessimista aqui se lamentava pelos homens que o coração já, tão negro estava que quase zerava qualquer esperança. Mas é essa talvez a razão, ele, primeira pessoa aqui citada, era, não, não eras igual a todos que aquela idade deviam ser, mais sempre a se preocupar com o futuro, uma carreira solida, nunca em ficar rico e gordo ou um sexo vazio em algum canto sujo. Sem que percebesse já traçaria sua passagem por este mundo com apenas o amor que carregava junto a seu coração. Preferiria, acho que se pudesses escolher, escolheria sim, algo que não causasse tanta dor. Mais numa opinião pessoal acredita esse homem que vos escreve que, em algum ponto disso tudo, exista um Deus, que de algum modo salva aqueles que fieis são a tudo que no amor se consiste. Voltando, deixando de lado qualquer descrição mais profunda de aspecto exterior, era belo e só (nos dois sentidos). Como se pode cobrar de alguém algo mais, se sabe certamente que aquele alguém segue seus instintos, pois, por mais primitivo que sejas, é guiado somente pela paixão que tens a um amor, amor esse, que até se priva de uma vida, ou ela toda a dá por algo que se possa chamar de meu amor, amor eterno senhor. Segue a humanidade a um incalculável tempo, a buscar evolução, a ter o luxo de uma imensidão de lixo tecnológico, se antes a guerra era ao menos honra, hoje, um mero comércio armamentista, onde por um mercado consumidor por mais irrisório que seja, já se constrói um bom motivo para matar e sujar fardas com sangue. Mas aqui, vou deixar longe qualquer principio ideológico. Então, volto a me focar nele, certamente se rei Artur fosse vivo, convidaria ele para ser um de seus principais cavaleiros, se não, o mais importante, pois dos filhos de meu Deus, batalhador como esse, livro sagrado algum já teve o prazer de contar sua historia, sem moral semelhante à de livros de auto-ajuda. Mas triste é, moral nenhuma se tirar, pois nas mais desoladas colinas, nas secas mais imperdoáveis, nas tempestades mais devassadoras, não se comparam a dor do luto de um amor, amor esse que como um raro vaso medieval chinês despedaçado, não existe conserto que repara fielmente aquela porcelana, agora extinta porcelana. Os ventos trazem marcas das ruas e do coração, não entrarei em detalhes sórdidos sobre a moça por quem apaixonou-se, mas que fique claro, qualquer uma não seria, pois rapaz igual a esse, certamente não se apaixonaria pela menina mais bonita da escola, pelo simples fato de bela ser, onde as mentes ainda não formadas de um colégio, sempre colocam as mais belas num patamar acima de todas as outras, foi como disse, mentes ainda não formadas de qualquer colégio, por que os anos seguem, transformam mentes e a beleza imperdoavelmente. Sim, seguem os anos e segue também junto a ele, notavelmente sofredor, carrega junto ao seu eu mais profundo e honesto, seu amor, a paixão que traz sentido aos pensamentos, pensamentos que se ligam um no outro, como aquela certeza que devíamos ter, de que tudo o que fazemos é mera conseqüência daquelas primeiras coisas que já fizemos e automaticamente de nossa memória fora deletado. A vida reservava algo para ele, ela, friamente no auge do mais covarde egoísmo em declarações em vias de se considerar no mínimo sinceras, que o amava, mas ele sentia que ali, nesse mundo não se encaixava. Mas com certeza, que ela apareceria em qualquer exame medico dele, afinal, estava presente em todo seu corpo. Longe de qualquer romance barato, acima de finais esperados. Na linha da vida de alguma mão devia estar escrito que corações se partem, sem nem ao mesmo terem sido tocados. Os exames médicos mostraram que o corpo dele tinha algo que não devia ali estar, era um tumor no coração (raro tumor), sim exatamente no coração, cravado na carne, impiedoso câncer que a cada novo segundo crescia e se espalhava pra outros órgãos.
Ele... Ele morreu sorrindo e suas ultimas palavras foram: - Mesmo sem beijos molhados ou palavras açucaradas, eu vou te amar.
Velório não aconteceu, como seu desejo, seu corpo fora cremado. Suas cinzas habitam uma pequena caixa de madeira na estante do escritório de sua amada, hoje, casada e psicóloga

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pois é..

Ouvindo algumas coisas que nunca imaginaria ouvi-las antes, sentido coisas, que nunca tambem imaginaria senti-las, talvez se resuma em panico e desespero, mas estou sereno quanto tudo aquilo que ainda desconheço. Não contei ainda os passos da caminhada que todos os dias façoMinha mente sabe muito bem aonde a levo todos os dias. Me esqueci um pouco das palavras dos poetas, me concentro agora em entender a poesia cotidiana impressa nas ruas, ainda tenho amor, disso não abro mão, me diga então do que vale esse seu pulso morto amigo? Minhas mãos ainda não estão errugadas, o tempo ainda se faz pouco. Há vida, muita vida em cada esquina que cruzo com minha sombra, unica companhia que se faz presente em quase todas as horas a noite ela se vai, nao me importa aonde, sei que no outro dia voltara, com novas historias. Quando sente, que se repete tudo que sente difunde na imensidão, no vago e no frio, talvez tudo que viveu se repete, e não aprende, porque repete tudo que sentes, e não tem como escapar.. Então resta apenas o fato de não apenas ser, existir e ser é o que se deve buscar.
Com certeza, eu sou alguém com os mesmo diretos que você. Talvez, nós tenhamos os mesmos sonhos. E quem sabe um dia, eles aconteçam para um de nós. Eu só acho que, no fundo, quase todas as pessoas precisem de auto-afirmação e que isso as tornam pessoas não tão sociáveis quanto elas poderiam ser. Acho que também a vaidade é, por si só, uma barreira. Mas já que estas coisas existem, a gente vai vivendo, ora tendo que aturar essas coisas, ora se libertando disso. Hoje acordei mais cedo do que o habitual, consegui ter uma noite de sono tranquila, sem ficar pensando muito em problemas e em coisas que me deixam pertubado. Sinto-me exausto, cansado porém disposto. Ter disciplina é bom, sei que vou conseguir os meus objetivos. Meus sonhos. Minhas alegrias e minhas conquistas. Mesmo que tudo isso ainda me custe muito cansaço, saudades e irritações.

..figurinha tatuada na memória... rerere só eu entendo mesmo!

sábado, 7 de junho de 2008

Não existe

Confio, confio nos dentes de minha boca, e mesmo assim eles me mordem.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

É...

Recordar do passado,das coisas belas vi e ja senti vivendo. Neste planeta que é belo, mas que o homem o contaminou. Dizem que é de expiações, de grandes progressos, para elevar o nosso espírito ao verdadeiro amor. Tudo seria fácil demais, se em cada homem, em cada coração a paz estivesse presente. A nossa verdadeira paz, que vem elevada da alma, que nos enternece o olhar e faz de nós um Ser feliz. Somos todos iguais aos olhos de Deus, nascemos, vivemos e morremos, somente em nossa vaidade ficamos altruístas demais. Nasce assim a guerra, violência, vaidade, desonestidade, egoísmo, falsidade, ódio, cobiça juntamente com ganância e poder, poder de comandar os outros, poder alterar, mandar e até humilhar sem nunca respeitar um irmão. Deus nos fez, seres semelhantes, com amor a gastar, sentimentos, cheios de amor, amor sem limites, aquele que dá e não cobra. Amor que deveria fluir de cada coração, de forma pura e simples, com humildade, sinceridade, repleto de partilha e fraternidade. Mas digo meus caros no dia que isso acontecer, transformarão, esta terra, este planeta num belo paraíso, onde cada um, poderá ser realmente feliz e capaz. Capaz de poder vibrar no amor, fazer dos homens a boa vontade, de vibrar em elevada harmonia ligada ao amor de Deus incondicional, a intenção de hoje não seria apenas uma simples revolta que sinto nesse momento aqui expressar, mas tentar fazer entender a maravilha que é poder olhar em uma face e sentir um amor incondicional, a ótima sensação de atenção, a que senti hoje. A revolta sei que ninguém irá entender também sei que aqui ninguém visite ou pare pra ler algum parágrafo e mesmo que isso acontecer não trará resultado algum, mas isso não importa, só friso que, não foi pela apresentação de hoje, uma boa notícia ou alguma farra qualquer.. o coração pulsa mais rapido, e sabe o que salvou? Um abraço maravilhoso e aquele sorriso lindo..
Simples atos que fizeram a diferença no meio de tanta mediocridade.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

E agora?

Mulher mista de garota, ainda desconhecida, embriagada pela vida que obrigou a viagens sóbrias.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Se depositasse sobre tudo o que és somente apenas alguns pedaços de recordações. O teu quarto seu refugio, quartel general de luzes que esbarram em amores, guarde teu eu imerso. Trafico de componentes do peito humano, nessa empresa de rotina, engrenagens de um sistema que mutila sua própria genitora sem mais indagações, não perdoam jogos com peteca. Por de trás da linha que a fumaça estende, esconde teus medos, sua vida jogada em cima de pilares que não sustentam nem a si próprio. Deixe tua adaga, que há um tempo incalculável, carregas junto ao seu coração, costas curvadas, por Deus homem, não precisa carregar nas costas teu coração. Um novo feto, em algum lugar inóspito, num canto qualquer, de um mundo qualquer, vem nova vida que nos culpara por só ter deixado as sobras do que foi um planeta inteiro. Maio já quase se foi entre quatro meses de nostalgias inevitáveis, alegrias naturais, no martírio de dias, nem tempo, nem nada, mas nada é por acaso, ou será na medida em que a dose é calculada, assim talvez escape gotas a mais que o cerebro necessita. Tua caneta bic empoeirada, tuas canecas de café manchadas de preto, chinelos remendados não agüentam território maior, alem de sua caverna embriagada de insônia. Tua idade necessita de uma roupa que te deixe melhor, como os velhos e suas canetas caras em um dos bolsos. Precisas avançar mais rápido que o crescimento das unhas, dos dedos amarelos pela planta que respira paz. Nutrirei todos os dias, dos dias todos do resto de um ciclo, o verde da esperança que renasce a cada nova flor que vinga.

Nada que fizeres vai impedir que seus lábios ressequem.

Queria eu estar vivendo em decadas passadas, aqueles dias, Deus como seria bom. O coração bombeia o sangue que circula pelos canos em meu corpo, ainda estou vivo, isso é fato, andei brigando com o espelho, mas sou o mesmo ainda. Aqui não tem personagens, nem dramalhão mexicano com um grande final. Cigarros queimam, enchem ate a boca de carência o cinzeiro manchado de preto, olhos vazios esperando a lua entrar pelo buraco, de onde a janela se escondia, Lá, do outro lado, existem garrafas de carência que tomaremos até esgota-los, lá do outro lado..

domingo, 18 de maio de 2008

Este relógio nunca pareceu tão vivo!

Deixo a televisão ligada por que talvez acredite que afaste os maus pensamentos, ou até mesmo não me prives esta solidão, tenho andado tão sozinho que os vinte anos de vida exibem marcas em meu rosto, não se resumem somente a cicatrizes superficiais, o homem de agora, ou o garoto de tempos atras, os barulhos de corrente, torrencial poderá ser a chuva que vai cair, mas este coração que já não bate e nem apanha, a esse ultimo resta o consolo em goles de conhaque, por que a noite as coisas mudam de lugar..

sábado, 17 de maio de 2008

Talvez mais um tradicional extremista..

Escrevo hoje por que tenho sede, não estou buscando nada mais do que preencher as lacunas onde só habitam vários pontos de interrogação, sinto o tremor e os clarões.Vejo de cima minha alma a sinalizar imperdoavelmente o alerta, mas já, tarde demais,coração a oscilar notavelmente. O café esta negro, tão puro, forte e lindo, como aquela mulata que um dia no pilão numa senzala esmagou em muitas poesias passadas.Minha velha pretensão de ter o que amo, agora simplesmente, não se faz pretensão, apenas o coração batendo por paixão. Caiu cedo demais alguns orgulhos quaisquer, que deviam junto aos cabelos, cair somente após alguns muitos anos. Longe do meu lado cultivo o sofrimento herdado de outras vidas, não me vejo com filhos ou criando gado,praticando algum esporte raramente talvez. Sim, algumas esperanças desse homem se perdem, mas torna a se cruzar novamente na próxima esquina, que torno a pensar nela. Fica amor sempre e em tudo...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Era daquelas garotas em quem o sorriso se acendia, o pensamento se encendiava sem mais motivos, era, se como, tentasse entender porque o dia é dia, porque a noite é noite, mas não, apenas era, apenas, aquilo que expectativas crivava em busca apenas de uma vaga em seu mundo, preenchia o coração e todas outras lacunas que de amor precisava até aquele momento e em todos os outros que viriam. Mas como daquelas garotas, isso esta no plural, e ela é unica..

terça-feira, 13 de maio de 2008

existem várias colocações...
que assiste pessoalmente.. que está no lugar em que se fala.. que está à vista.. actual.. actualidade.. pessoa que está ou esteve presente..
cada hora que passa, cada minuto e a cada segundo penso mais..